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Banco de recursos genéticos, com 3 mil mudas de espécies da Mata Atlântica
Portal do Meio Ambiente
Banco de recursos genéticos, com 3 mil mudas de espécies da Mata Atlântica
Um banco de recursos genéticos, com 3 mil mudas de espécies da Mata Atlântica, composto por 100 variedades diferentes, será plantado nesse dia 11 de julho, num esforço entre profissionais do IPÊ, voluntários, estudantes e proprietários de terra.
variabilidade genética da flora da região
O plantio terá início às 9 horas da manhã. A área escolhida fica no bairro Córrego Seco, na zona rural do município de Teodoro Sampaio, interior de São Paulo. Todas as mudas foram conseguidas em parceria com a CESP e o objetivo do projeto é ter disponível em um mesmo local, uma grande variedade de espécies, para conservar a biodiversidade da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do Brasil. “Teremos uma área de coleta de sementes para futuros projetos de restauração, um museu vivo da Mata Atlântica”, explica Laury Cullen, pesquisador do Instituto de Pesquisas Ecológicas – IPÊ.
Esse “banco de germoplasma”, como é chamado, enriquecerá os projetos de reflorestamento realizado há muitos anos na região pelo IPÊ. O Instituto já reflorestou quase 500 equitares só no Pontal do Paranapanema. As primeiras sementes resultantes dessa ação poderão ser colhidas dentro de três a quatro anos.
A área destinada ao plantio é de dois equitares e foi comprada pelo IPÊ, graças ao patrocínio do Programa Petrobras Ambiental. Nesse espaço, às margens do rio Paranapanema, futuramente funcionará o Centro de Capacitação em Meio Ambiente da Petrobras, um local de referência em agroecologia, conservação de recursos hídricos e educação ambiental. Ele atenderá estudantes, professores, tomadores de decisão e técnicos de todo o Brasil.
Sobre o IPÊ
O IPÊ é considerado a terceira maior ONG ambiental do Brasil, possui título de OSCIP e tem sede em Nazaré Paulista (SP). O instituto começou com o Projeto Mico-Leão-Preto e hoje conta com mais de 90 profissionais trabalhando em cerca de 30 projetos espalhados pelo Brasil.
Nos locais onde atua, a organização adota o modelo IPÊ de Conservação, um modelo de ação integrado que inclui pesquisa de espécies ameaçadas, educação ambiental, restauração de hábitats, envolvimento comunitário e desenvolvimento sustentável, conservação da paisagem e envolvimento em políticas públicas. Um de seus objetivos é conservar a biodiversidade respeitando as tradições das comunidades do entorno dos locais a serem protegidos e onde são realizadas as pesquisas do IPÊ.