Artigos Técnicos
Investir em P&D traz retorno para a sociedade
A cada dois anos, o Brasil promove a International Nuclear Atlantic Conference (Inac), o Encontro de Aplicações Nucleares (Enan) e o Encontro de Física de Reatores e Termo-Hidráulica (Enfir). Reconhecido internacionalmente como um importante evento do setor nuclear, o Inac/Enan/Enfir oferece à comunidade nuclear brasileira uma valiosa oportunidade de atualização técnica, de troca de experiências e, também, de manter contato direto com renomados especialistas nacionais e estrangeiros.
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Brasil e Argentina saem na frente.
Para o presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Odair Dias Gonçalves, os dois países são os mais desenvolvidos do continente na aplicação da tecnologia nuclear, mas nada impede que outros países se juntem à parceria, desde que atendam às normas internacionais e consigam executar o esforço necessário para criação de recursos humanos e investimentos. "Nós estamos num momento de expansão nacional. Estamos em conversa com outros países.
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A nova energia nuclear
O futuro da energia nuclear já está a caminho. O desenvolvimento de reatores avançados e da fusão nuclear promete elevar a geração energética a um novo patamar tecnológico. Iniciativas internacionais buscam pavimentar essa estrada e contam com a participação brasileira. Além de integrar estes projetos, o país também aposta na pesquisa nacional para ingressar na nova era tecnológica nuclear.
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Angra 3, antídoto contra a crise.
O investimento em projetos estruturantes, auto-sustentáveis e que gerem empregos e recursos financeiros são essenciais para o país encontrar um caminho de saída da crise internacional. Os projetos de energia são parte fundamental dessa equação, incluindo a energia nuclear. Angra 3 é um projeto que pode ser iniciado com rapidez pelo governo e representará a criação de empregos e o aumento da segurança energética.
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O destino dos rejeitos radioativos.
O setor nuclear deposita grande expectativa em uma nova geração de reatores que permitem encurtar significativamente a meia-vida dos rejeitos de alta atividade. São conhecidos como reatores híbridos, por sua capacidade de, ao mesmo tempo, gerar energia e "incinerar" os resíduos produzidos, transmutando elementos radioativos para reduzir fortemente o seu ciclo de vida. Há unidades operando em escala-piloto nos EUA, Japão e França.
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